2019-08-09_apresentacao

Você talvez ainda esteja na faculdade. Ou, se formou há pouco tempo. Talvez até já esteja trabalhando, tenha certa bagagem. Ou, ainda, pode ser que esteja justamente buscando essa primeira oportunidade. Tanto faz. Em comum entre todas essas situações é que, seja na faculdade – na figura de um professor ou mesmo de um colega – ou no trabalho, você deve se lembrar de alguém que se destaca pela maneira como se comunica.

Alguém que fala de um jeito envolvente, que tem uma habilidade natural para contar histórias. Que consegue transmitir suas ideias com tamanha clareza que fica fácil enxergar o que está sendo dito, ou até mesmo falar de conceitos complexos de um jeito simples e fácil de entender.

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E aí, pensou em algumas pessoas? Se eu pudesse apostar, diria que não foram muitas.

Acontece que se comunicar bem não é uma habilidade fácil. É só lembrar das aulas que você teve na vida, ou mesmo de reuniões que participou. Em sua maioria, são confusas, desinteressantes, enfadonhas e… bom, deu para entender, né?

E é por isso que não à toa, seja na faculdade ou no mercado de trabalho, que essas pessoas ganham destaque e são lembradas. Não porque são boas tecnicamente, o que elas até podem ser, mas o verdadeiro destaque vem pela maneira como conseguem se comunicar e se relacionar com outras pessoas. Gente boa no que faz não falta por aí, mas nem todos aparecem, exatamente por não saberem envolver os outros em sua ideias, que estão claras e são incríveis, mas só na própria cabeça.

Se a gente olhar para o que está acontecendo no mundo, com as máquinas tomando conta, a Inteligência Artificial chegando com tudo e a previsão de que muitas profissões irão desaparecer em breve, já que existirão robôs capazes de realizar as mesmas funções, fica ainda mais evidente a necessidade de melhorarmos nossas habilidades em comunicação e relacionamento. Quem vai sobreviver no mercado, quem vai se destacar, são exatamente as pessoas que conseguem, no meio dessa quantidade impressionante de informação, criar as conexões certas, entender as subjetividades por trás de cada indivíduo e criar sentido a partir daí para comunicar com clareza e efetividade.

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Ufa, meio assustador, né?

Mas vamos devagar, um passo de cada vez. Para começar, eu vou compartilhar dicas de como fazer uma boa apresentação. As famigeradas “apresentações de slides” são bastante presentes no dia a dia de qualquer profissional, e cada vez mais, conforme vamos subindo na carreira. São momentos de grande exposição e vulnerabilidade, é verdade. Mas são também grandes oportunidades de mostrar quem você é o que pode fazer.

Eu já estou há quase 20 anos fazendo e ajudando pessoas e empresas a fazerem apresentações e a se comunicarem melhor. Então, vamos lá: fazer uma boa apresentação não se trata sobre como fazer slides, mas também sobre conteúdo, pesquisa, planejamento, assertividade, tom de voz, linguagem corporal, storytelling, psicologia e design.

 

1 – POR ONDE EU COMEÇO?

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Sabe aquela história de “Preciso fazer uma apresentação. Vou abrir o PowerPoint!” (ou Prezi, Keynote, Canva, seja lá o software que você prefere usar)? Esquece! Ainda não é hora de ir para os slides. Abra seu caderno (#oldschool) ou o Word e comece a pensar no seu conteúdo, escrevendo tudo como se fosse a sua fala. Ou seja, o seu discurso. O que você quer dizer? No fim, pode ser que você descubra que nem vai precisar de uma apresentação dessas.

 

2 – FALE PARA O OUTRO VER

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Informação e conhecimento sem design, tratamento, facilitação e comunicação adequados podem se tornar nocivos, maçantes e ineficazes. Na hora de comunicar algo, não basta simplesmente selecionar informações e conteúdos e deixá-los disponíveis, acessíveis ou simplesmente transmiti-los para que, como num passe de mágica, despertem a atenção, construam o conhecimento e sinalizem as ações corretas.

Os conteúdos precisam ser modelados e trabalhados para que a experiência das pessoas com eles seja prazerosa e efetiva. Se forem despejados como uma avalanche repentina e sem forma, a chance de que alguém consiga processar, entender ou aplicar alguma coisa é mínima.

Lembre-se sempre que quando nos comunicamos estamos construindo imagens na cabeça das pessoas. O ponto aqui é construir a imagem que você quer! E, para isso, existem algumas dicas:

Comece sempre pelo conhecimento que o público já tem sobre o assunto para só depois trazer novas informações;
Use associações, metáforas, exemplos, histórias, tudo para que todos consigam acompanhar e enxergar o que você está dizendo de maneira simples e palpável;
É muito importante também usar uma linguagem acessível, adaptada para cada público.

 

3 – OI, É COMIGO?

Facilitar a compreensão da sua mensagem é fundamental, mas de nada vai adiantar se você não conquistar, primeiro, o interesse do público. E, para isso, além de entender o conteúdo, o público precisa se enxergar dentro do assunto. Para isso, procure responder, rapidamente, por que o que você tem a dizer é relevante para o público e o que sua ideia (produto, projeto, serviço, etc) vai mudar na vida dele.

 

4 – CHAME PARA A AÇÃO

Quem nunca terminou uma fala ou apresentação com um sonoro “então é isso!”. Poxa, tanta dedicação para fazer uma apresentação incrível e vai negligenciar logo uma das partes mais importantes da apresentação: o fim?

É muito importante que, ao finalizar uma apresentação, os próximos passos fiquem claros:

– Se estiver vendendo alguma coisa, diga quanto custa para contratar ou comprar e como fazer;

– Se estiver falando sobre um projeto, defina os próximos passos, com um cronograma e os papeis de cada um para que as coisas aconteçam da melhor forma;

– Se sua intenção é que as pessoas reflitam sobre o que você falou ou sobre algum comportamento a ser transformado, deixe uma pergunta, aliada a algum tipo de atividade prática que reforce a mensagem.

E você pode, inclusive, questionar o público sobre o entendimento dele daquilo que foi dito, para ter certeza de que todos captaram a mensagem.

 

5 – COMO FAZER SLIDES BONITOS… E FUNCIONAIS!

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Com o conteúdo pronto, é hora de saber como fazer slides (sim, só agora!). E aqui vale aquela frase “menos é mais”. Não adianta querer criar um slide todo bonitão, firulento, se as informações que realmente importam se perdem ali no meio. Descomplica!

A beleza é importante? Pode ser, mas mais do que isso, a primeira coisa que você deve pensar na hora de criar o visual dos seus slides é em funcionalidade. E aqui um recado importante, que pode ser uma verdade um tanto dolorida: os slides não são para você, mas sim para o público. Pense nos slides como balões de pensamento que vão deixar mais claro para o público aquilo que está claro na sua cabeça. Lembra do “fale para o outro ver”?

O primeiro passo é selecionar as informações que serão projetadas. Olhe para o seu discurso e selecione só as informações que são extremamente importantes para ajudar o público a visualizar o que você está dizendo. Essas são as informações que vão entrar no slide para reforçar a sua fala.

 

Curso de apresentações: Engajamento, Persuasão e Credibilidade

Sócia e fundadora da La Gracia, Joyce é graduada em Comunicação Social pela PUC-SP, já atendeu grandes empresas como Nivea, Nike, FGV e agora irá te ensinar a mandar bem na persuasão.

Ministrante
Joyce Baena
Fundadora da La Gracia

 

6 – QUAIS SÃO SUAS INTENÇÕES?

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É claro, não adianta jogar tudo de qualquer jeito, né? É preciso organizar os elementos dentro do slide de modo a direcionar o olhar do público de acordo com suas intenções. Então pense: Para onde o público deve olhar primeiro? E depois?

Aqui, vai te ajudar muito conhecer alguns fundamentos do design.

Conhecer os fundamentos de um bom design ajuda a organizar, alinhar e criar hierarquia nas informações dentro dos slides para transmitir melhor suas intenções. São eles:

Proximidade
O objetivo é juntar informações que se referem a um mesmo assunto e separar as que não têm relação. Ao fazer isso, facilitamos a leitura.

Contraste
Serve para que você possa, rapidamente, direcionar o olhar do público para o que é mais importante. Ajuda a criar uma hierarquia de informações, dando diferentes graus de importância e relevância para cada elemento. Nos slides, é possível criar contraste por meio das cores, fontes e até mesmo das formas usadas.

Alinhamento
Ajuda a organizar os elementos no slide, para que não pareça que estão soltos ou jogados.

Padronização (Identidade Visual)
Não significa deixar tudo igual, mas sim fazer uso de elementos – cores, fontes, formas, imagens – que passem para o público a sensação de unidade, conforto e segurança. Uma linguagem visual única, que se mantém ao longo dos slides, ainda que eles sejam diferentes entre si, também ajuda a evitar o efeito Frankenstein.

 

7 – ESTEJA PRESENTE

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Legal, conteúdo pronto, slides também. É “só” apresentar. Como se fosse fácil, né? Não é, eu sei. Falar em público é daquelas situações que dão tremedeira, sudorese, dor de barriga. É um momento de muita exposição e vulnerabilidade.

Mas quer saber de uma coisa? Se você fizer bem a sua lição de casa, ou seja, as duas etapas anteriores, conteúdo e visual, já é meio caminho andado para sentir (e transmitir) mais segurança na hora de se apresentar. E, claro, existem jeitos de se preparar ainda mais. Ensaiar é uma delas.

Ensaie, ensaie, ensaie. Reserve um tempo para você treinar a sua apresentação. É importante que você esteja confortável com seu conteúdo e que você se aproprie dele para conseguir falar de uma maneira natural e segura.

Como ensaiar?

  • Por partes e depois a apresentação inteira;
  • Lendo e depois sem ler;
  • Sem slides e depois com;
  • Teste suas interações.

Importante: não deixe para testar tudo pela primeira vez na frente das pessoas, na hora da apresentação. Nesse momento, a sua única preocupação deve ser estar presente e criar conexão verdadeira com as pessoas que estão ali.

 

8 – APRESENTAÇÕES SÃO CONVERSAS

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Apresentações também são conversas e, quando as encaramos dessa forma, tornamos a experiência muito mais prazerosa para todos. Então:

  • Olhe para as pessoas;
  • Faça perguntas;
  • Ouça o que os outros têm a dizer.

 

9 – O CORPO FALA

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Você tem todo um aparato que veio de fábrica para potencializar os resultados da sua comunicação: sua expressão, olhar, mãos, voz, pernas… É possível usar a nossa voz e conseguir, por meio do contraste, chamar a atenção das pessoas para determinada informação. Uma simples mudança no tom deixa claro que houve uma mudança no rumo da conversa.

Também é possível fazer pausas para conseguir o mesmo efeito e gerar expectativa para o que vem a seguir na sua fala.

Ao contar uma história, gesticule, interprete.

É bastante coisa, eu sei. Mas, como eu disse lá em cima, vamos com calma. A ideia não é que você saia fazendo tudo perfeitamente de primeira, assim, sem mais nem menos. A minha proposta é que, a partir de agora, ao menos você comece a pensar nas dicas que eu trouxe aqui. Pouco a pouco, uma apresentação depois da outra, você vai sentir a melhora e, antes do esperado, estará mandando super bem nas suas apresentações e na maneira como você se comunica de forma geral.

Quer saber mais sobre tudo isso que falei aqui? Então venha me encontrar no “Curso de Apresentações: Engajamento, Persuasão e Credibilidade”.

Juntos, vamos muito além do slide, conhecendo ferramentas como storytelling, roteiro, design, e mesmo técnicas de corpo e voz, tudo para que suas ideias fiquem mais claras para o outro e que você consiga gerar interesse, compreensão e ação.

 

Curso de apresentações: Engajamento, Persuasão e Credibilidade

Sócia e fundadora da La Gracia, Joyce é graduada em Comunicação Social pela PUC-SP, já atendeu grandes empresas como Nivea, Nike, FGV e agora irá te ensinar a mandar bem na persuasão.

Ministrante
Joyce Baena
Fundadora da La Gracia

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