Design sem nome (5)

A importância da experiência em uma relação entre marca e pessoas não é algo novo. Não à toa, Philip Kotler, grande referência do Marketing, defendeu isso dentro do conceito Marketing 4.0. E quando falamos em mercado de trabalho, também estamos falando nada mais nada menos do que relações entre marcas e pessoas. Sendo assim, também precisamos construir com nossos principais públicos (candidatos e colaboradores) uma melhor experiência a cada dia.
Além de permitir que uma empresa permaneça viva, cuidar da jornada do seu candidato pode ajudar uma empresa a se diferenciar no mercado, tangibilizando sua experiência e dando segurança a ele. Desta forma, esta estratégia pode garantir que os melhores não desistam do processo e, inclusive, esforcem-se para serem aprovados. O candidato é como um consumidor, que utiliza de um serviço ofertado: uma experiência de trabalho. Portanto, ele também se comporta como um comprador quando se trata defender/criticar uma marca.
Segundo dados da Cia de Estágios, 60% dos candidatos falam das suas experiências em processos seletivos a amigos e familiares. Além disso, candidatos satisfeitos têm 2x mais chances de se tornarem clientes (bem interessante se sua empresa atuar no ramo B2C – orientada ao consumidor final) e 147% a mais foi o lucro das empresas com pessoas engajadas. Apesar disso, 52% dos candidatos ainda não recebem nenhuma comunicação depois do processo. Parece fazer sentido?
Não. Logo, desenhar uma boa jornada do candidato deve ser um foco da área de Gente responsável. Mas, por sorte, há alguns passos no meio do caminho que podem ajudar!

 

Se você quer entender todo o passo a passo, não deixe de conferir o curso de Employer Branding da Trampos Academy. Mas aqui resumimos um pouco:

 

Como desenhar a jornada do candidato
Há um fluxo semelhante ao que é usado com marca de produtos/serviços, com foco na experiência do usuário (UX). Vamos passar por cada etapa abaixo:

 

1. Conheça a sua empresa:
Antes de mais nada, entenda qual é a história da sua empresa, seu propósito, mercado, proposta de valor, posicionamento, diferenciais, possibilidade de crescimento, cultura e valores. Qualquer jornada tem que estar alinhada a quem você é e, porque você existe.

 

2. Conheça o seu público:
Neste ponto, entram as famosas Personas. Elas são representações de como seus candidatos pensam, sentem e agem. O importante aqui é chegar, como resultado final, em insumos que funcionem como um guia ou uma ferramenta para te possibilitar enxergar as coisas pela visão dos candidatos. É o que te permitirá ter empatia.

 

 

Veja mais:

8 motivos do porque focar em Employer Branding

Marketing de recrutamento: aprenda a encantar seus possíveis candidatos

 

 

 

3. Desenhe a experiência/jornada do candidato:
Assim como em um processo de venda, o candidato também passa por algumas etapas para que possa ir considerando a marca, interessando-se mais por ela, preferindo ela entre outras e se engajando. Chamamos isso de Inbound Recruiting, quando usamos conceitos de Inbound Marketing na gestão de relacionamento com (potenciais) candidatos.
A ideia é desenhar cada etapa pela qual o candidato passa desde quando ouve/vê/lê a marca pela primeira vez até a admissão ou feedback negativo. Dentro de cada etapa, é interessante destrinchar também canais e pessoas/times com os quais ele tem contato; além de estratégias e métricas envolvidas, materiais e conteúdos com os quais interage, investimento disponível e, claro, quais são as dúvidas e sentimentos do candidato, a cada fase. Uma prática legal é construir isto em um grande workshop com o time responsável, utilizando apenas um quadro branco, post-its e canetas.
Com base nisso, é possível ir para o próximo passo.

 

4. Gerencie seu Funil de Recrutamento
Uma vez entendida a jornada real, você pode ir incrementando e melhorando os pontos a partir da construção de uma jornada ideal. O objetivo aqui é se relacionar com o candidato de forma memorável ao longo de todo o funil, nutrindo-o de conteúdo e o engajando para que deseje se tornar um colaborador e que, em ambos o cenário positivo e o negativo, vire um promotor da marca.
Claro que é impossível olhar todas as partes do funil de uma vez. É possível fasear começando pelo topo ou pela base dele, ou até pelo que você mapeou como mais dolorido na sua empresa. Para isto, vale se perguntar se você tem mais dificuldades de atrair candidatos, de engajá-los ao longo ou de fazê-los aceitar uma proposta.
Como resumir tudo isso? Tenha dados e informações necessárias, desenhe uma jornada ideal com base no funil de Marketing de Recrutamento, pense nos detalhes e execute de forma consistente.

 

 

Lembre-se: marca empregadora tem a ver com reputação, ou seja, somatório de percepções.

 

Este somatório não é só horizontal entre diversas pessoas, mas também vertical à medida que uma pessoa mais se relaciona com a marca. Portanto, não adianta ser bom em uma etapa apenas e/ou apenas uma vez.
Como o próprio nome já sugere, jornada não é algo rápido e nem simplista. Deve ser memorável, encantadora e diferenciada. É a sua oportunidade de surpreender alguém de forma mágica todos os dias. Não perca este presente!

 

Se precisar de ajuda neste processo, conte com a ajuda da Trampos Academy.

 

 

construa a reputação da sua empresa para atrair e reter as melhores pessoas.

Atrair, engajar e reter os melhores talentos é um dos maiores desafios da área de RH: é preciso muita dedicação para chamar a atenção dos profissionais dentro do perfil desejado, mas atingir esse objetivo garante mais produtividade e reduz os custos relacionados ao turnover.

Ministrante
Ana Carolina Lafuente
Employer Branding na Collact, e embaixadora da Employer Branding Brasil

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