2015-11-25_soft-skills

Certas habilidades são mais fáceis de serem descobertas do que outras. Um texto demonstra habilidades de comunicação; perguntas extremamente difíceis testarão a habilidade do candidato de pensar rápido; e discutir sobre funções anteriores fornece informações sobre a trajetória do candidato. Mas, como podemos avaliar as soft skills, que são habilidades como trabalho em equipe e empatia, durante a entrevista?

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Não há fórmula mágica, mas, essencialmente, você precisa procurar duas coisas: autoconsciência (porque você quer um candidato capaz de fazer a conexão entre suas ações e os resultados profissionais) e instinto (porque você quer alguém que, intuitivamente, utiliza uma abordagem empática, otimista e voltada ao grupo).

Para essa finalidade, veja duas perguntas que você pode usar em entrevistas futuras e que te ajudarão a encontrar as pessoas perfeitas para a sua equipe.

1. “Pode me dizer sobre um período em que trabalhou como parte de um grupo?”

Para começar, cuidado com o candidato que contar uma história sobre como o grupo era inútil até que ele ou ela chegou em um cavalo branco e salvou o dia. Primeiro, esta pessoa não se preparou o suficiente para a entrevista, pois não sabe que não deveria falar mal dos outros. Segundo, é um mau sinal se a história contada é sobre ele ou ela ter êxito enquanto a equipe fracassa. A resposta “Eu sou mais inteligente que os outros” indica tanto baixa autoconsciência quanto pouca propensão ao trabalho em grupo.

E se o candidato é excepcional porque o grupo estava em um impasse e ele ou ela salvou o dia? Um candidato que trabalha bem com os outros contará a história de outro modo. Irá incluir os méritos das outras abordagens e vai contar uma história que mostra iniciativa, liderança e pensamento criativo – ao invés de uma história sobre ser a pessoa mais inteligente do grupo. Desta vez, a resposta “Eu tive a solução” funciona.

Claro, a melhor resposta é aquela que conta sobre quando o grupo trabalhou junto com sucesso. O candidato discutiria sobre as contribuições dos outros membros, assim como as dele, e incluiria o que aprendeu com isso. Você sabe que esse é o candidato que vai trazer fortes habilidades de trabalho em grupo (e que seu primeiro instinto será discutir sobre o trabalho com positividade).

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2. “Pode me dizer sobre uma situação em que teve que pedir ajuda?”

Esta é uma das minhas perguntas favoritas de todos os tempos para descobrir soft skills. Por quê? Porque o candidato inteligente sabe que toda resposta deve servir para que ele seja a melhor escolha. Então, ver como o candidato aborda essa questão vai te permitir descobrir se ele consegue se descrever (e se enxergar) como um recurso valioso, mesmo que esteja falando de um fracasso.

O cuidado aqui é: “Eu não consigo me lembrar da última vez que tive que pedir ajuda”. Esta pessoa acha que a única maneira de causar uma boa impressão é sendo perfeito. Não somente lhe falta autoconsciência, mas ele pode se tornar um contratação perigosa, porque quando ele cometer um erro (quem nunca?) talvez não se sinta à vontade para contar para alguém.

Outra resposta ruim seria incluir exemplos “falsos” (assim como nas respostas à pergunta: “qual o seu maior defeito?”). Um exemplo disso seria algo como: “Eu achava que tinha a melhor solução para o problema até atingir um obstáculo e pedir ajuda, então percebi que eu tinha a melhor solução o tempo todo”. Este candidato ganha pontos por procurar ajuda e por ter a habilidade de dar um passo atrás e reavaliar quando as coisas não estavam funcionando, mas ainda não está confiante em admitir que cometeu um erro.

A melhor resposta para identificar estas soft skills é uma em que o candidato identifica o erro que cometeu e como ele aprendeu com outra pessoa. Por quê? Porque é preciso ter experiências anteriores para poder aplicá-las em uma posição futura. Além disso, uma resposta como essa dá ao candidato a chance de falar sinceramente sobre seu crescimento e aprendizado – o que é ótimo tanto para quem compartilha quanto para quem escuta. Uma resposta ideal soaria com isso:

“Eu me lembro de uma vez, no meu primeiro emprego, em que um cliente descontente ligou e, não importava o que eu falasse, eu não conseguia fazê-lo se sentir melhor. Apesar do cliente não ter pedido para falar com o gerente, eu pedi ao meu supervisor que falasse e escutasse enquanto o cliente contava seus problemas. Houveram algumas frases importantes, que ele usou para desarmar a situação, que eu nunca havia escutado antes. Prestei atenção ao que ele disse para que eu estivesse preparado da próxima vez que tivesse que lidar com uma situação assim”.

Ah, e não preciso lembrar que isso é uma entrevista. Então, o candidato que admitir fazer algo negligente, ilegal ou de má-fé automaticamente erra esta pergunta, independentemente dele demonstrar honestidade excepcional e autoconsciência quando contar a história.

Avaliar as soft skills é tão importante quanto avaliar habilidades técnicas. Use as perguntas acima para garantir que sua nova contratação tenha aptidão emocional para lidar com o trabalho.

Texto originalmente publicado no site The Muse por Sara McCord. Traduzido e adaptado pela equipe do Tutano.

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