Design sem nome

Você, provavelmente, está pensando: como uma ginástica zen vai me ajudar a entender o conceito de intenções? Bom, leia o texto de mente aberta que eu vou te responder.

Mas, antes de te ajudar com a compreensão do que são as intenções em modelos de NLU (Natural Language Understanding), preciso desconstruir essa definição simplória de exercícios físicos zen que nós ocidentais criamos para o yoga.

É comum vermos fotos de praticantes executando asanas — nome dado às posturas físicas no yoga — e termos a impressão de que são pessoas equilibradas, de bem com a vida e que aquilo deve fazer bem ao corpo.

parvritta trikonasana • Yoga Lab Lisboa

Trikonasana — postura do triângulo — o praticante evoca uma intenção de equilíbrio entre corpo, mente e espírito com esse asana.

 

Bom, isso no geral é verdade, mas o yoga vai muito além da prática física. É uma filosofia de vida milenar que teve sua origem na Índia antiga e, muito resumidamente, tem como propósito acalmar e controlar a mente e, por meio de meditações, exercícios respiratórios e físicos, revelar a paz e felicidade que já existem dentro de cada um de nós.

 

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Legal, mas, e as intenções?

Calma, deixa eu só te explicar uma coisa muito interessante sobre os asanas. Você já sabe que eles são as posturas físicas do yoga, né? Show! Mas eles também são mais que isso: são posturas diante da vida.

Por exemplo, ao praticar o Virabhadrasana — postura do guerreiro — o praticante evoca também uma intenção de estabilidade e força. Já no Trikonasana — postura do triângulo — ele evocará a intenção de equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Ou seja, por trás de cada asana há uma intenção mental de atitude diante das situações da vida.

 

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Virabhadrasana — postura do guerreiro — o praticante evoca uma intenção de estabilidade e força com esse asana.

 

Então, se você precisar de firmeza e força para encarar algo, basta praticar o Virabhadrasana para trazer essa intenção. E se no seu chatbot de venda de ingressos um usuário quiser fazer uma compra, basta você ter uma intenção chamada #comprar-ingresso, treinada com expressões que traduzam esse desejo do comprador, para que seu chatbot entenda que o usuário quer comprar um ingresso e retorne a resposta correspondente.

Agora, se a analogia que fiz foi bem-sucedida, você já entendeu o conceito de intenções na NLU: é, basicamente, o que o usuário quer saber ou fazer. E vale citar que elas precisam ser treinadas com exemplos diversos para que o modelo possa compreender as diferentes formas de se perguntar a mesma coisa. Mas isso é papo para outro artigo.

Para concluir, é importante lembrar que entender esse conceito é fundamental para que você possa desenhar e definir corretamente o fluxo conversacional do seu chatbot e até mesmo encontrar possíveis erros ou oportunidades de melhorias na construção.

Deixe sua opinião nos comentários, vamos continuar a conversa. :)

Harih om. Namastê! 🙏

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