Design sem nome (7)

Os arquétipos influenciam a maneira que enxergamos e interpretamos as outras pessoas e como elas nos enxergam, assim como, é a forma como as pessoas enxergam marcas, tornando isso um dos principais fatores de decisão de compra de um produto, serviço ou marca. Arquétipos tem tudo a ver com linguagem, que é o carro chefe da comunicação. Você que trabalha com marketing, no geral, sabe que um dos pontos principais do sucesso da sua marca é fazer com quem as pessoas entendam o que ela representa e vende, entretanto, também é importante dizer que a comunicação não é o que você fala, mas sim, o que as pessoas entendem.

Quando falamos de marcas, existe um conceito chamado 5Ps de Branding, desenvolvido aqui na FM CONSULTORIA, onde um dos Ps, é o de Percepção. Costumo dizer em sala de aula que todos nós já tivemos uma briga pelo WhatsApp com alguém, por um motivo bobo, como você mandar uma mensagem, a pessoa entender outra e a confusão está feita.

A vantagem é que no WhatsApp você pode, rapidamente, mudar a percepção da pessoa pedindo desculpas e dizendo que quis dizer outra coisa, as vezes até ligar ou talar pessoalmente, no marketing, não, afinal, nem sempre as pessoas dizem algo, elas podem, simplesmente ignorar o que a marca diz.

A comunicação entre pessoas, e logicamente entre marcas e pessoas, não é apenas verbal, o que deixa o marketing mais complexo e porque não dizer, mais interessante?

Modelos ideais
Na psicologia, os arquétipos são classificados como modelos ideias que temos registrados em nossa memória. Segundo a neuropsicóloga, Luciana Paiva, encontrar o arquétipo “depende muito da cultura, da sociedade que o indivíduo está inserido, mas existem arquétipos para entender a maioria dos comportamentos”, todas são figuras dentro da memória do ser humano, que são ativadas quando uma mensagem chega ao cérebro.

De maneira automática, o cérebro julga a forma com a qual a mensagem é compreendida por ele. A percepção é um dos ponto mais importantes para o desenvolvimento de uma boa comunicação. Quando recebemos uma mensagem, seja verbal, tato, escrita, por som ou imagem, nosso cérebro busca imagens arquetípica, que recolhemos ao longo da nossa vida de forma subconsciente, para criar a conexão com aquela mensagem.

Inconsciente coletivo
Com certeza você já ouviu falar dessa teoria de Carl Gustav Jung, afinal, essa é uma teoria que permeia não apenas o conceito de arquétipos, mas também tudo o que se estuda em comunicação. Entenda que criar uma peça de comunicação, mesmo que seja um post de Facebook ou um vídeo para Stories do Instagram é muito mais complexo do que se imagina. Não basta ter a ideia. é preciso que essa ideia esteja de acordo com o que a marca representa, do contrário, pessoas podem até curtir, mas não vão absorver a mensagem.

Jung foi discípulo de Freud, mas em 1914, cortou relações com seu mestre para criar a sua teoria da psicologia analítica, onde ele apresenta a mente com dois níveis: consciente e inconsciente, sendo o segundo nível, para Jung, o mais importante, vindo de um passado coletivo da humanidade que vem sendo passado de geração para geração, o chamado inconsciente coletivo, ou, Self, como Yung chama.

Self lida com processos conscientes e inconscientes, sendo o centro da personalidade da pessoas, entretanto, essa personalidade é formada pelo o que temos em nosso inconsciente. Perceba que a mente do ser humano é algo fantástico e que a comunicação precisa entender os caminhos para chegar no subconsciente, que, segundo a teoria de Jung é onde tudo acontece, dentro desse entendimento, fica mais claro para você saber porque é preciso ter uma comunicação que usa o arquétipo como apoio para que a mensagem seja compreendida.

Segundo a teoria de Jung, a todo o momento aprendemos coisas de forma subliminar, ou seja, sem que tenhamos consciência disso. Cada pessoa tem seu consciente único, que é uma espécie de “HD” que nosso cérebro tem e vai armazenando tudo o que aprendemos e estímulos de comunicação vão os ativando. O neuromarketing explica que 95% das nossas decisões são subconscientes, e é lá que o marketing deve atuar no ser humano, é lá que ele vai ler e compreender a mensagem que a marca passa.

Mensagem lida X mensagem compreendida
Quando a comunicação pensa apenas no campo da mídia, ela entra no campo da mídia. Infelizmente, o marketing digital ainda é visto como mídia. Quando se pensa em marketing se pensa em Inbound, Redes Sociais, Google e influenciadores. Ledo engano quem resume digital a isso. Como estrategista de comunicação e marcas, posso afirmar, em mais de 20 anos de experiência que uma mensagem lida, não significa que ela vai ser compreendida, afinal, é uma mensagem que, usando um jargão da propaganda, vira “paisagem”.

A mensagem compreendida é aquela em que o consumidor é impactado, lê e se interessa pelo o que a marca quer passar. Essa é a verdadeira métrica de Redes Sociais por exemplo, quando o consumidor interage com a mensagem, seja perguntando, clicando e comprando. Se ele deu o curtir, sinceramente, pouco importa.

Mas por que usar o arquétipo?
Acredito que toda a explicação acima tenha deixado mais claro para você. Não será em um artigo que você vai aprender o que são arquétipos. No curso que tenho no Trampos Academy, chamado “Arquétipos para Redes Sociais” você vai entender como compreender marca, arquétipos e construir a mensagem de forma que ela não seja lida, mas sim, compreendida.

 

Veja também:

» Como fazer sua pesquisa de Arquétipos

» Benefícios dos cursos livres em seu currículo

 

Em pouco mais de uma semana, o sucesso de vendas mostra que o mercado comprou a ideia de que arquétipos são importantes para construir essa mensagem que será compreendida, então, não vejo porque você ficar fora disso, afinal, se você chegou até esse momento do artigo é porque o assunto muito lhe interessa, então por que perder mais tempo para se diferenciar no mercado.

Existem 2 tipos de profissionais no mercado publicitário: Os que fazem aquilo que mandam e os que pensam de forma estratégica para mandar o primeiro tipo fazer, os que lideram e os que são liderados. Qual lado você quer estar?

 

Curso de Arquétipos para as Redes Sociais

Você sabia que 95% das decisões humanas são subconscientes?

O marketing eficiente é aquele que atinge o subconsciente das pessoas, através de sensações, símbolos, cores, aromas e palavras, que estimulem o cérebro. O segredo disso são as linguagens arquetípicas.

Ministrante
Felipe Morais
Sócio diretor da FM CONSULTORIA

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