horizontalidade

Nos últimos meses, o mercado de comunicação vem passando por discussões sobre cultura, estrutura hierárquica, erros e acertos na condução dos processos de trabalho. Na Mutato, esse debate rola sempre, provavelmente desde que a agência nasceu – já pautada pela premissa da horizontalidade sempre que possível (ainda que esse termo não estivesse consolidado).

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Grande parte do trabalho dos sócios e diretores daqui passa por discutir, repensar e mexer no que for necessário para que a agência consiga imprimir um modelo de trabalho que dialogue tanto com as demandas dos nossos clientes quanto com a satisfação da equipe que trabalha na Mutato.

É óbvio que sempre rola aquela (re)questionada quando o mercado toma umas voadoras nas costas, como no caso da tal planilha das agências. A partir disso, entendemos que as empresas precisam reconhecer seus problemas e pontos fracos. As agências devem ouvir as críticas e criar ambientes seguros para que o feedback de colaboradores e do mercado não seja simplesmente descartado.

Quando tudo isso é observado, cria-se uma cultura melhor e isso tem efeitos diretos no clima de trabalho.

Para mudar esse cenário, precismos refletir cada vez mais sobre processos criativos horizontais. É importante que as agências se proponham a debater juntas e ouvir outros pontos de vista sobre esse desafio em comum: o questionamento mais que saudável de estruturas muito verticais, de modelos de criação estanques – em que um determinado grupo é considerado ‘criativo’, em detrimento de outros; e no qual o cliente é visto como empecilho ao processo (e não como uma peça fundamental da engrenagem).

Mas por que falar disso agora?

A gente compartilha aqui na Mutato de uma crença muito forte na desconstrução de premissas que, hoje, já não fazem mais sentido e mais atrapalham que ajudam o processo de trabalho. Estamos falando da essência de como pensamos e produzimos conteúdo, e isso nunca sai da pauta para nós.

Estamos falando de trabalho verdadeiramente cocriado, em que cliente também pode (e é muito bem-vindo a) sentar à mesa para pensar com a gente; ser da ‘criação’ não significa que é dali que sairá a melhor ideia; que se o processo não for fluido e as pessoas não tiverem liberdade de arriscar, nem mesmo a campanha mais premiada terá sido bem-sucedida pra gente no final das contas. Neste contexto, aliás, a ideia mais celebrada pode ter vindo, inclusive, da base de fãs de uma marca nas redes sociais.

É óbvio que a questão é toda muito complexa. Uma vez que você estimula a horizontalidade, fica mais difícil definir – e fazer valer – limites necessários para que o trabalho efetivamente aconteça. Abre um espaço saudável para questionamentos, o que, por sua vez, exige um policiamento constante para entender se estamos efetivamente cumprindo o que nos propomos a fazer (e é claro que sempre fica faltando algo por fazer).

O resultado disso tudo é que, por buscar esse modelo mais livre, estamos sempre mudando. E aí vemos que estamos no caminho certo. Se nascemos com a premissa de ser a agência para os tempos em que a única constante é a mudança, é ela que deve pautar nosso modelo de trabalho.

Publicado originalmente n’Ø Bløg. Foto de Gleice Bueno.

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Ministrantes

  • Nicolas Henriques, Priscila Muniz, Carolina Madureira
  • Daniele Mattos, Beatriz Pascon, Raisa Sutecas
  • Ana Paula Marques, Adriana Boghosian, Eduardo Zanelato

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