Saiba como é trabalhar no Controly

2015-10-07_por_dentro_controly

Não ter uma rotina fixa é muito comum em startups. As funções são multifacetadas e, por isso, uma pessoa formada em Direito pode se ver trabalhando com marketing. O Controly, plataforma bancária lançada há três meses, conta com uma equipe de entusiastas que não se importam com os ritos de um trabalho tradicional. De bermudas e a qualquer hora do dia, o propósito é construir um produto de relevância para os usuários.

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Localizados em São Paulo no Cubo, espaço de coworking nascido há três semanas de uma parceria entre Itaú Unibanco e Redpoint e.ventures, a startup optou por estar em um ambiente de colaboração para crescer junto com outras empresas. São sete pessoas trabalhando em uma sala no segundo andar do prédio de 5 mil metros quadrados — que oferece espaços para reuniões, eventos e happy hours. Em busca de novos profissionais, a empresa vai dobrar o quadro com as novas contratações nas áreas de Desenvolvimento Mobile e Design.

O Controly é um aplicativo que, junto com um cartão pré-pago, ajuda o usuário a controlar suas finanças com taxas que pretendem ser mais competitivas e com um atendimento mais humanizado. Após instalar o app e solicitar o cartão gratuitamente, o usuário adiciona à sua conta o valor que desejar e pode administrar gastos e metas diretamente pelo celular.

Nesses três meses, são mais de 2.500 clientes ativos. Por enquanto, são cobradas uma taxa mensal e em algumas ações, como recargas e saques. O objetivo é eliminar todas as cobranças e tornar o Controly uma alternativa às contas correntes em bancos tradicionais.

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Aplicativo e cartão são gratuitos no serviço de conta digital | Foto: Flávio Oota

Conforme Victor Sadalla, responsável pelo Marketing, desafiar o mercado é o que dá tesão no trabalho da startup. “Tornar o usuário o centro é nossa prioridade e diferencial. Queremos oferecer uma experiência diferente da que todos estão acostumados ao lidar com os bancos, quebrar esse paradigma de ser maltratado”, conta.

A empresa reflete o público-alvo. O mais “velho” tem 35 anos e o fundador, Pedro Conrade, tem 23. Para crescer em ambiente informal e bem humorado, a empresa busca pessoas com a “pegada de vestir a camisa” e acreditar no produto. “Procuramos profissionais excelentes no que fazem e com vontade de crescer junto com o produto”, explica Sadalla. A previsão é que até 2017 sejam 100 mil usuários cadastrados na Controly.

O marketing investe em mídias sociais e conteúdo para prospectar novos cadastrados. Os colaboradores se dividem em produto, design, desenvolvimento, comercial, atendimento ao cliente e marketing. Para organização das tarefas, utilizam o Trello e metodologias ágeis.

Trabalhar em startup também é muito diferente de estar uma instiuição financeira. Por lá, cada um faz seu horário e assume suas responsabilidades. E apesar de não existir rotina, o trabalho precisa ser duro. “Já vi muitas startups que as pessoas se deslumbravam. Mesmo com a informalidade, nós trabalhamos sério”, diz Sadalla.

Todas as imagens são do fotógrafo Flávio Oota. Veja a galeria:

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