erros comuns de empresas no Facebook

Parece que passamos da fase em que os veículos de comunicação tradicionais não entendiam (ou ignoravam) a necessidade de utilizar as redes sociais. Mas ainda é comum ver essas empresas cometendo equívocos por não respeitarem as peculiaridades de cada rede.

Leia também:
» Guia de Profissões: Jornalista
» Como o que você lê influencia na sua escrita
» Cris Bartis e Juliana Wallauer: “Uma democracia será tão boa quanto o jornalismo que tivermos”

O Facebook pode ser um aliado poderoso dos veículos de comunicação na distribuição de notícias, já que suas possibilidades permitem levar a informação para mais pessoas e criar um novo tipo de relação com os leitores. No entanto, é preciso conhecê-lo de perto para que ele não se torne um inimigo ou empecilho na construção da sua estratégia digital. Por isso, listei os cinco erros mais comuns para você e sua equipe não repeti-los:

1. Achar que a timeline do Facebook é um depósito infinito de links

Estamos na internet, portanto não temos limitação de espaço e de público, certo? Mais ou menos. A lógica do algoritmo está totalmente relacionada à personalização. Ou seja, aparecem na minha timeline os temas com os quais eu me relaciono mais ou que são publicados por quem eu acompanho mais.

Sendo assim, o contrário também é verdadeiro: tudo aquilo que eu rejeito (clico em ocultar, por exemplo) deixa de aparecer para mim no longo prazo. Por isso uma curadoria de conteúdo criteriosa, que leve em consideração perfil e comportamento de público, é essencial para manter uma audiência cativa.

2. Não usar os recursos de geolocalização, idade e gênero

Ainda sobre o item anterior, nem todo conteúdo publicado pelo seu jornal ou revista interessa para todo o seu público – principalmente se estivermos tratando de um veículo de abrangência nacional.

Observe se algum tema pode ser mais útil para uma audiência específica (uma região do país e uma faixa etária, por exemplo) e não tenha medo de usar os filtros de segmentação do Facebook. Você pode pensar: “e o meu alcance, não será menor?”. Possivelmente. Mas a chance de você engajar mais gente será maior, afinal você estará focando em quem realmente se importa com o assunto. Além disso, a rejeição ao seu conteúdo também será muito menor, evitando que você perca público.

3. Usar termos como “hoje” e “amanhã”

Logo depois de ser publicado, o tempo médio de vida de um post na timeline é de 36 horas. Eu disse médio. Ou seja: é bem possível que algo postado na terça-feira seja visto por algum usuário só na quarta-feira. E aí, bem, o “hoje” do autor não será o “hoje” do leitor. Para não dar confusão, evite esses termos imprecisos.

4. Desconsiderar os horários nobres do Facebook

Um hábito comum de redações é subir uma notícia no site e já publicá-la nas redes sociais. É claro que há situações em que isso é necessário: os breaking news são o melhor exemplo. De resto, avalie se o horário da publicação no site é mesmo o melhor momento de postagem na fanpage. E não tenha medo de desvincular os fluxos de publicação.

É importante observar os momentos do dia em que há mais buzz nas redes sociais e aproveitá-los com apostas de conteúdo. Para isso, vá à aba de insights da sua fanpage e cheque o gráfico de horários.

5. Resolver a baixa audiência criando mais posts

Esse é um dos piores erros que você pode cometer, pois “flooda” (ou seja, inunda) a timeline dos usuários, que podem descurtir a sua fanpage ou ocultar todas as suas publicações. Se o público não está reagindo, não é enfiando mais conteúdo goela abaixo que você vai conquistá-lo. Pare, respire e observe como seus posts têm sido produzidos. Talvez você precise acertar o tema, talvez você precise variar o formato (vídeo, quem sabe?), talvez você precise investir em um bom texto.

Lembre-se: um post bem trabalhado, com boas imagem e chamada, vale mais do que vários meia-boca.

Aprenda mais sobre como funcionam as métricas e algoritmos das redes sociais

As redes e plataformas online mudaram os modelos de trabalho do Jornalismo. Vivemos um momento de descobertas e experimentação. Por isso, os jornalistas precisam entender os novos meios e usá-los a seu favor.

Ministrante
Kellen Moraes
Digital Strategist

DEIXE UM COMENTÁRIO