Como utilizar os seus diferenciais para se destacar

2016-05-13_forcas-distintas

Disruptores não procuram somente as necessidades não atendidas, eles combinam essas necessidades com suas forças distintas. A força distinta é algo que você faz bem e que os outros, dentro do seu ambiente, não fazem.

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Ao alinhar essa força com uma necessidade não atendida ou um problema a ser resolvido, cria-se o movimento necessário para se alcançar o hipercrescimento. Eis como:

IDENTIFIQUE O QUE VOCÊ FAZ BEM

1. Quais habilidades te ajudaram a sobreviver? Quais habilidades especiais você desenvolveu para sobreviver e, então, aplicou-as em sua carreira para prosperar?
2. O que te faz se sentir forte? Você se sente forte quando está ensinando ou aprendendo, quando está comprando ou vendendo, quando está liderando uma equipe ou criando por conta própria?
3. O que te irrita nos outros? De onde a sua “genialidade” surge?
4. O que te fez diferente, até mesmo excêntrico, quando criança? Há algo que te fez peculiar quando era jovem? Pode ser esse o seu superpoder?
5. Você evita quais elogios? Quais elogios você repetidamente descarta?
6. Quais são sua habilidades duramente conquistadas? Quais habilidades você realmente se esforçou para obter?

IDENTIFIQUE SUA FORÇA DISTINTA

Após identificar suas características implícitas ou seus principais pontos fortes, você também precisa reconhecer suas forças distintas, definidas como o que você faz bem que os outros, em seu ambiente, não fazem para definir o que te mantém ao longo do caminho.

Considere a história do designer industrial Adam Richardson. Aos seis anos, ele desenhava carros; aos nove, ficava observando os hábitos de direção e medindo o interior dos carros dos seus vizinhos. Trinta anos atrás, isso era uma força única – ninguém observava o design por trás das lentes da pesquisa. Quando Richardson se formou – e porque ainda não tinha identificado essa força -, acabou assumindo um emprego tradicional como designer industrial na Sun Microsystems. Ele percebeu que a maioria dos seus colegas de profissão eram brilhantemente criativos, mas não eram, particularmente, sintonizados com as necessidades dos clientes. Ele, em contrapartida, não era o melhor designer, mas estava encantado com a pesquisa de mercado e era bom em entendê-la.

“Sou um bom ouvinte e gosto de encontrar padrões em caóticos dados qualitativos”, explica. Ele procurou uma graduação para ajudá-lo a afiar essas habilidades. No entanto, devido à inexistência de cursos nessa área, acabou montando um curso próprio no Mestrado em Humanidades da Universidade de Chicago. Como Richardson estava disposto a desviar do caminho tradicional do desenho industrial para estudar antropologia, etnografia, sociologia, teoria cultural e história da arte, ele foi capaz de fazer a transição para um emprego dos sonhos na consultoria de design Frog e, hoje, é um disruptor de serviços financeiros na Financial Engines.

COMBINE SUAS FORÇAS ÀS NECESSIDADES NÃO ATENDIDAS

Após identificar suas habilidades especiais, você pode combiná-las às necessidades não atendidas. Considere se candidatar às oportunidades onde você seja um candidato imprevisto ou procure maneiras de combinar suas paixões. Olhe os problemas que a empresa tem e pergunte-se: eu posso consertar isso?

Greg Sorensen, CEO da Siemens Healthcare North America, foi capaz de resolver um problema que afetava tanto a Siemens quanto a ele mesmo. Como um ex-professor de radiologia e ciências da saúde da Harvard Medical School, Sorensen é altamente credenciado. Porém, se Sorensen se aplicasse a uma vaga de CEO, é improvável que ele fosse um forte candidato.

Bem, após a Siemens Healthcare North America ter gasto um ano tentando preencher a posição de CEO com um candidato tradicional, os CEOs Tom Miller e Hermann Requardt tiveram a ideia maluca de contratar Sorensen: alguém que poderia conversar confortavelmente com CEOs de hospitais e conselheiros das maiores escolas de medicina, falar com propriedade ao Wall Street Journal e influenciar a conversa sobre a reforma dos planos de saúde. Graças ao seu portfólio de habilidades especiais, a Siemens finalmente foi capaz de preencher uma posição crítica e Sorensen teve a oportunidade de embarcar em um novo desafio.

CONHEÇA O FIM DA CURVA

Agora que você entendeu suas forças distintas e encontrou uma necessidade não atendida, é hora da ruptura, certo? Infelizmente, no fim da curva, você está tão sobrecarregado de novas tarefas, novas pessoas e novas informações que, procurar a necessidade que se encaixe em sua confluência de habilidades especiais, pode ser muito difícil. É complicado discernir entre algo que é difícil de se realizar e algo que não se encaixe corretamente.

Não há escassez de trabalhos pendentes e problemas a serem resolvidos. Mas só existe um de você. Os problemas certos são aqueles em que você, de algum modo, sente-se convocado a resolver e é capaz de resolver, devido a sua especialidade e experiência acumuladas. À medida que considera enfrentar uma nova curva de aprendizado, examine os recursos que você adquiriu e concentre-se no que você pode fazer que os outros não podem.

Então, procure um trabalho que ninguém está fazendo. Assim como os tentilhões de Darwin que desenvolveram bicos especiais para terem acesso à comida, quando você reconhecer e aplicar suas forças distintas, subirá rapidamente na hierarquia da sua curva de aprendizado pessoal.

Texto originalmente publicado no site Fast Company por Whitney Johnson, palestrante, consultor e autor do livro “Disrupt Yourself: Putting The Power Of Disruptive Innovation To Work”. Traduzido e adaptado pela equipe do Tutano.

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