Conteúdo, inbound e unicórnios no RD Summit

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Esperei ansiosamente pelo RD Summit, evento de marketing digital realizado pela Resultados Digitais na semana passada. Acompanho a empresa catarinense com atenção pelas mudanças que ela tem realizado no mercado. A startup teve um rápido crescimento no último ano e o evento refletiu isso: em 2014 foram mil participantes e, nesta edição, mais de três mil circulando nos dois dias de evento, em Florianópolis – fora do “eixo” de grandes encontros nacionais.

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Aqui fiz um compilado das minhas impressões e do que aprendi nas 20 palestras/talks/paineis que circulei. Acredito que consegui tirar bom proveito da programação e ficarei satisfeita se conseguir colocar em prática parte dos insights que surgiram a partir das minhas anotações. Confira:

Organização e vibe

Esse sempre é um ponto importante, pois desorganização e clima podem estragar todo o conteúdo maravilhoso que os palestrantes têm a oferecer. O RD Summit foi bem distribuído em termos de espaços e assuntos. Obviamente, por contar com trilhas paralelas, era preciso fazer escolhas na programação. Nesse sentido, o aplicativo ajudou muito para criar a própria agenda e saber para que sala seguir. Os colaboradores da própria empresa estavam na organização, sempre solícitos para tornar a experiência a melhor possível. Essa vibe eu nunca tinha visto em outros eventos da área.

Não existe fórmula mágica que funciona pra sempre.

André Siqueira, Resultados Digitais

Inbound Marketing

O inbound foi o tema central do evento. Todas as palestras, de alguma forma, mostraram como esse método pode ajudar quem participa de qualquer uma das etapas do marketing. Publicidade intrusiva é ruim e quem continuar insistindo vai se dar mal. Vitor Peçanha, co-fundador da Rock Content, foi bem didático ao explicar como funciona: atraia, converta e engaje seu público. Essa é a fórmula mais digestível no momento. Os profissionais que trabalham com marketing ficarão para trás se não manterem uma mentalidade focada em métricas.

Sentir a dor do outro

Um dos mantras do evento foi: “sinta a dor do seu cliente/público”. Para ter um conteúdo de valor e oferecer exatamente o que o cliente busca, é necessário conhecê-lo (entrevistar), ouvi-lo (pesquisar), dar voz (colher depoimentos) e personificá-lo (construção de persona). Emília Chagas, CEO e co-fundadora na Contentools, deu o passo a passo de como essa jornada pode levar a atingir o público certo (e, consequentemente, vender mais). É preciso resolver o problema sem esperar algo em troca.

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Growth Hacking e os unicórnios

As palestras definiram muito bem que profissionais cada vez mais analíticos, envolvidos com o produto e capazes de trazer novas soluções. O Growth Hacking (Sujan Patel fez uma das palestras mais robustas sobre o assunto) é aquele que alavanca as métricas de conversão. Em muitos momentos, ele foi citado como alguém que faz mágica. Mas André Siqueira, co-founder da Resultados Digitais, alertou que profissionais-unicórnios não existem. É papel do mercado não super idealizar o perfil que procura e, ao mesmo tempo, é papel do profissional de marketing conhecer essas novas funções e entender as questões inerentes à sua área (entendimento das necessidades atuais que envolvem números, por exemplo).

Conteúdo é tudo. Mas polir é preciso

Se você removesse todo o seu conteúdo da internet, alguém sentiria falta? Essa é a pergunta muitas vezes cruciante que os produtores de conteúdo precisam fazer e que Wil Reynolds, da Seer Interactive, repetiu em sua palestra. Outra questão que norteou diversas falas: é possível fazer conteúdo de valor e ter volume? Talvez não.

Seja melhor que a Wikipédia. Fábio Ricotta, Agência Mestre

Por isso, concentre em oferecer algo de valor para o seu público, com consistência, seja a autoridade no assunto que se propõe a falar. Em marketing de conteúdo, os resultados demoram a aparecer. Por isso, é preciso ter persistência e saber otimizar, utilizando as diversas ferramentas disponíveis em SEO, segmentação e engajamento.

O que faltou

Tempo! Mais tempo para muitas das palestras. Em média, cada trilha tinha 40 minutos, o que é pouco para conseguir aprofundar os assuntos, mas também ajudou os palestrantes a serem diretos e concisos. Faltou um pouco mais de debate também. Poucas palestras tiveram espaço para perguntas. Com toda a carga de conhecimento da RD, seria interessante ter na programação algum workshop “mão na massa”.

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