Evite o estresse mostrando a realidade da sua empresa

2015-09-17_escrever_anuncio_realista

Enquanto as empresas sofrem para preencher posições vitais, algumas das maiores frustrações vivenciadas por gestores vêm de recrutamentos errados. Seja uma empresa com 10 ou 10.000 colaboradores, a habilidade de selecionar o candidato certo pode virar o jogo na guerra por talentos e por redução de custo de pessoal.

Um método comprovado para se evitar custos com rotatividade é oferecer aos candidatos uma introdução realista da posição, o que pode revelar aspectos cruciais do trabalho e avaliar se os candidatos têm chances de sucesso. Embora sempre exista o risco de uma contratação incompatível, essa atitude traz segurança durante uma decisão importante. Aqui seguem três estratégias para criar anúncios que reduzam a incidência de más contratações.

empresa

Vá além da descrição da oportunidade

Uma vez que a fase de recrutamento termina e a relação de trabalho é solidificada, somente então a maioria das pessoas descobrem as verdadeiras demandas do novo emprego através de um processo de tentativa e erro. O ato de entender e aceitar estes fatos brutais pode inviabilizar o sucesso de um novo colaborador caso a realidade seja contrária às suas expectativas.

Isso ocorre, em partes, devido à dupla realidade do trabalho: todas as funções e atividades listadas em uma descrição padrão de trabalho contam, apenas, uma parte da história sobre o que é necessário para ter sucesso. Por outro lado, sempre há o “trabalho dentro do trabalho” que é composto por fatores escondidos como, por exemplo, colaborar efetivamente com pessoas difíceis, lidar com políticas de escritório confusas e realizar um bom trabalho em meio a recursos reduzidos e demandas aumentadas.

Mesmo que em algum nível essa dupla realidade do trabalho seja inevitável, uma introdução realista pode reduzir o fator surpresa e ajudar a evitar os doloridos efeitos de uma incompatibilidade severa. Comece indo além da descrição e analise a oportunidade com questões centrais para revelar detalhes profundos, como estes:

1. Como essa posição pode contribuir para o sucesso da empresa?
2. Quais serão as contribuições oferecidas pelo candidato escolhido à equipe?
3. Quais desafios sutis confrontam uma pessoa nesse papel?
4. Quais características únicas o candidato precisa ter para ter sucesso?

O objetivo dessas questões é gerar um tipo de conversa diferente, uma que seja capaz de expor as complexidades conhecidas da posição e limitar os resquícios de ambiguidade das circunstâncias inevitáveis que só podem ser testadas no trabalho.

Ajuste a entrevista conforme o cargo

A entrevista é a próxima área a ser focada em proporcionar uma impressão realista do trabalho. Isso só poderá ser feito se a conversa for estruturada de um modo a aumentar a transparência, revelar expectativas concretas e fornecer ideias sobre os fatores culturais que o novo colaborador encontrará na empresa. Cada posição é diferente, então as opções a seguir podem ser combinadas afim de criar um ambiente onde possa ser descrita uma imagem clara e atraente do trabalho.

1. Entrevista biográfica: concentre-se em uma avaliação cronológica das experiências passadas do candidato.
2. Entrevista comportamental: procure exemplos específicos de como o profissional se saiu em certas situações.
3. Entrevista não estruturada: encene uma discussão improvisada que inclua perguntas espontâneas.
4. Entrevista estressante: crie um cenário que alimente a ansiedade para que possa avaliar como os candidatos respondem.

Além de usar os processos formais de entrevista, outros métodos podem ajudar ambos os lados a chegarem a uma introdução realista. Empregadores podem solicitar exemplos de trabalho ou oferecer períodos de experiência para avaliar a performance. Empresas podem produzir vídeos interativos que ilustrem as expectativas básicas do convívio no dia a dia. Candidatos pode passar o tempo no local de trabalho seguindo colaboradores ou respondendo a questões dos atuais colaboradores.

Ofereça um “escape” para confirmar o interesse

A prévia serve como um escape tanto para o candidato quanto para o empregador, pois é capaz de eliminar os candidatos mal preparados e desinteressados, além de incentivar os candidatos qualificados a conhecerem quais critérios trazem sucesso. Mesmo que possa parecer contra-intuitivo, o mecanismo de escape pode intensificar o compromisso daqueles que são verdadeiramente aptos à oportunidade.

Apesar de uma avaliação compreensiva da relação de trabalho ser melhor para ambas as partes, pressões enfrentadas por empregadores e potenciais colaboradores podem impedi-los de se aproveitarem de uma visão real. Para os candidatos, o desejo de ser contratado normalmente é forte o bastante para deixar as dúvidas de lado. Às vezes, o profissional acaba por aceitar a oferta mesmo que baseado em informações limitadas e não analisa a oportunidade com paciência.

A empresa pode se sentir forçada a produzir materiais atraentes que demonstrem o lado mais positivo. No entanto, será mais eficaz para os gestores apresentarem um quadro mais completo dos sucessos passados da empresa, assim como seus objetivos para o futuro crescimento e aperfeiçoamento. Essa franqueza idealmente irá levá-los a fornecer informações úteis sobre a química da equipe, os hábitos da tomada de decisão dos gestores, as pressões relativas, desafios e oportunidades que poderiam afetar a posição.

Embora possa levar muito tempo e energia para mudar a abordagem ao recrutamento e seleção de candidatos, potenciais colaboradores ganharão um profundo senso de compromisso. Isso levará à escolhas sólidas, que melhoram a retenção e reduzem o custo com contratações erradas.

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Texto originalmente publicado no site Entrepreneur. Traduzido e adaptado pela equipe do Tutano.

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