Como a inteligência artificial está mudando a área de recursos humanos

2016-11-23_ai-entrevista-de-emprego_1

Causar uma boa impressão em um empregador em potencial muitas vezes requer pouco mais do que um excelente currículo e uma personalidade agradável. Mas como você impressiona um algoritmo? Essa é a questão que os candidatos enfrentam ao se aplicarem para oportunidades no Facebook, IBM e uma série de outras empresas que estão começando a incorporar a inteligência artificial em suas práticas de contratação.

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Essas empresas estão usando máquinas para analisar amostras de trabalho, posts em mídias sociais e expressões faciais em nome dos gestores de RH. Tais práticas levantam questões sobre precisão e privacidade, mas os proponentes argumentam que aproveitar a Inteligência Artificial (IA) nas contratações pode levar a um local de trabalho mais diversificado, empático e dinâmico.

Apesar das técnicas tradicionais de avaliação de personalidade, como o teste Myers–Briggs, serem projetadas para a objetividade, em algum lugar ao longo do percurso os gestores ainda injetam preconceitos pessoais, conforme afirma Mark Newman, fundador e CEO da HireVue, empresa de tecnologia de recrutamento.

É onde as máquinas podem agir como averiguação. A HireVue grava e analisa entrevistas, anotando coisas como as expressões faciais e a escolha de palavras para fornecer aos seus clientes (incluindo Hilton Worldwide e GE) feedbacks sobre o nível de engajamento, motivação e empatia do candidato.

Koru, outro software de recursos humanos, também mede atributos pessoais usando um teste escrito para avaliar “habilidades impactantes” como resistência, curiosidade e refinamento. O Koru compara os resultados dos candidatos com os dos funcionários de alto nível do cliente para identificar aqueles com maior chance de se destacarem na empresa.

Contudo, recrutamento não é só sobre descobrir as melhores pessoas, trata-se de eliminar as piores. Fama, fundado em 2015, usa o processamento em linguagem natural para conduzir buscas automatizadas na web sobre um candidato, escaneando notícias, blogs e, até, o histórico público de uma pessoa nas mídias sociais em busca de sinais de fanatismo, violência, conteúdo sexual e uso de drogas ilegais. Também pode procurar por indicadores de atributos positivos, como voluntariado.

A inteligência artificial pode ser usada para procurar por habilidades específicas para certos trabalhos. A empresa Interviewed, que já trabalhou com clientes como Instacart e IBM, administra “audições às cegas” onde os candidatos a emprego na área de serviços ao cliente respondem chats ou ligações de bots que representam consumidores.

A empresa está começando a automatizar a avaliação do que o co-fundador Chris Bakke descreve como “competências pessoais”, ao usar análises computadorizadas para identificar padrões de fala entre, por exemplo, indivíduos empáticos. A habilidade de um algoritmo de entender algo como a empatia aponta para uma nova técnica de contratação: uma em que a máquina avalia, mas o ser humano toma a decisão final.

Publicado em Fast Company. Traduzido por Tutano.

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