Guia de Profissões: Desenvolvedor(a) Front-end

2016-07-12_guia-front-end2

A constante evolução da internet transforma o modo como acessamos informações online e de que maneira interagimos com elas. Assim, as interfaces se tornaram mais complexas para atender às necessidades de cada grupo de visitantes. O Desenvolvedor Front-end é o profissional encarregado de projetar as estruturas web, sempre pensando na experiência do usuário.

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O mundo do desenvolvimento web pode parecer um pouco confuso no início, mas alguns detalhes são cruciais para entender tudo mais claramente. O primeiro passo é decidir qual caminho você deseja seguir. Se o seu objetivo é trabalhar com linguagens que conversam com o usuário, então você está no post certo!

Caio Vaccaro e Felipe Medina, líderes da equipe de desenvolvimento da Huge Brasil, explicam de maneira simples quem é o Desenvolvedor Front-end: “Ele é responsável pela camada de apresentação de produtos digitais (normalmente sites e aplicativos mobile), em outras palavras, aquilo que o usuário vê e interage é o front, já a relação desse produto com o sistema, e que é invisível ao usuário, é o back-end.”

O crescimento da área é um reflexo da demanda criada pelas empresas que investem cada vez mais na imagem digital. Além dos conhecimentos práticos para a criação de sites, o Desenvolvedor Front-end deve analisar o que será apresentado na página para desenhar uma estrutura coerente. Por exemplo, o site de uma agência de comunicação será diferente de um portal de notícias ou de uma loja virtual.

O QUE FAZ?

Basicamente, o front-end desenvolve em HTML, CSS e JavaScript, produzindo o layout do produto digital e criando interatividade entre os elementos da página ou do aplicativo. Dessa forma, o profissional não está inserido num único time, mas costuma transitar entre as áreas de design, de desenvolvimento back-end, de infraestrutura e de QA.

Para notar diferenças entre o desenvolvimento front-end e back-end precisamos observar as duas áreas sob uma ótica mais purista, afirmam Caio e Felipe. Essa visão categoriza o Desenvolvedor Back-end como o profissional que se preocupa apenas com as regras de negócios, segurança, banco de dados e integração de webservices. Enquanto isso, o Desenvolvedor Front-end estará atento à performance, semântica, pixel perfection (perfeição entre o layout e o código produzido) e cross-browser.

As atividades diárias variam de acordo com as fases de desenvolvimento do projeto. No início, a equipe prioriza a estruturação (front), definindo os padrões de código e documentando o projeto. Já durante o desenvolvimento, o profissional cria o layout, geralmente enviado pela equipe de design em PSD, e o transforma em código. Neste ponto é importante lembrar que o desenvolvedor utiliza JavaScript diariamente para adicionar interação às suas peças.

QUANTO GANHA?

Conforme os dados das oportunidades divulgadas no trampos.co, a faixa salarial de um Desenvolvedor Front-end varia entre R$ 2.000 e R$ 4.500. Já a bolsa para estagiários normalmente é de R$ 1.500. Os salários para profissionais Sênior podem chegar a R$ 10.000.

PERFIL E CARACTERÍSTICAS DO PROFISSIONAL

Caio Vaccaro, Lead Developer da Huge, também já palestrou em eventos como o JSDay | Foto: divulgação

Caio Vaccaro, Lead Developer da Huge, também já palestrou em eventos como o JSDay | Foto: divulgação

Espera-se que um bom Desenvolvedor Front-end tenha pleno domínio de semântica de marcação HTML e SEO, amplo conhecimento das técnicas de estilização CSS e alta proficiência em JavaScript. Ainda dentro dos conhecimentos técnicos, é importante conhecer pré-compiladores CSS, saber configurar e utilizar gerenciadores de tarefas, entender conceitos de testes automatizados, integração contínua e versionamento.

Como o Desenvolvedor trabalha diretamente com layouts, é imprescindível ter ótimas noções das ferramentas básicas de Photoshop e Sketch. Outras linguagens interessantes para a função são: AJAX, jQuery, CFML e Bootstrap.

Quando falamos de atitudes comportamentais, o profissional deve estar atualizado com as novas tendências, como bibliotecas e frameworks. Além disso, como muitos colegas da área de comunicação, deve ser flexível a mudanças e transitar bem por todas as áreas da empresa. Por fim, é essencial ser meticuloso na qualidade da entrega.

Não há hoje uma formação acadêmica específica para a área, normalmente os profissionais front-end são autodidatas que migraram de diversas áreas do conhecimento.
Caio Vaccaro e Felipe Medina

MERCADO DE TRABALHO

De acordo com um levantamento feito pelo trampos.co em dezembro, Desenvolvedor(a) Front-end foi a função mais procurada pelas empresas em 2015.

Para os líderes Caio e Felipe, a profissão cresce à medida que novas tecnologias surgem e se tornam populares. “O Flash por exemplo, que há poucos anos era amplamente utilizado, morreu e deu lugar a uma maior maturidade do JavaScript. Essa maturidade deu origem a novas ferramentas que impulsionam o desenvolvimento web, mas que podem daqui a alguns anos, serem substituídas por outras tecnologias”, contam.

A dupla acredita que, independente das mudanças, a área está evoluindo numa velocidade incrível, que valoriza cada vez mais o usuário e traz soluções mais robustas.

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